
Vela aberta. Jangada, barco, nau a navegarem mar a dentro. Jangada.
Nela pisando ao mesmo tempo que deslizando sou apenas recordações e esperanças,
além das sensações que percorrem um corpo trêmulo diante da infinitude.
A jangada se afasta mais da costa, mar profundo. Sensação de de liberdade total.
A visão do infinito azul que mergulha no reflexo das águas chega a dar medo
quando uma ou outra onda balança a jangada e também o
equilíbrio aparente do corpo e mente.
O desconhecido aumenta ainda mais seu poder de sedução.
É como se a morte em alto mar já fosse um mero detalhe.
Ao longe conforta nos o pensamento de dois olhos apaixonados mirando-nos
a distância na esperança de que nossas trajetórias se cruzem a qualquer momento,
numa calmaria, numa tempestade, numa pequena brisa. . .
De repente o vento muda a direção da vela aberta e o ponto de chegada,
se existe, já é outro, da mesma forma que somos obrigados a mudar
a direção das nossas vidas almejando viver uns anos a mais nesse imenso mar
em que um dia começamos a navegar, no mar que crescemos
e fomos destinados a navegar.
A vela aberta é a referência enquanto mantemos a crença de que esse mar é infinito.
(By José Bressanin-29.02.2012)
QUE QUE É? TÔ PAGAAANO!
Fim de semana. Sábado à noite. Termina a novela das 8. Muita gente não gosta do que vem em seguida: o Zorra Total. Mas já é de conhecimento quase geral, a frase talvez mais conhecida atualmente do programa proferida pela quase famosa, quase elegante, quase "gente fina" a personagem Lady Keity:
- Que que é, tô pagando!
Trata-se de um quadro de um programa humorístico que vai ao ar para animar um final sábado à noite, mas será mesmo que que ninguém de nós ouviu esta mesma frase proferida por outras pessoas, seguidoras da linha Lady Keity no dia a dia em situações inusitadas. Normalmente a frase vem de alguém que, graças às mudanças econômicas dos últimos tempos, teve a sorte de subir na vida(financeiramente), mas esqueceu-se de que riqueza não é apenas ter dinheiro, mansões, carro importado. Já dizia um amigo meu que não existe maior forma de pobreza do que aquele que ostenta de qualquer forma o seu poder financeiro, mas, desacompanhado de qualquer classe, educação ou cultura.
Quem nunca viu a moça que trabalha no caixa de supermercado suportar grosserias de uma Madame Lady Keity da vida acompanhada da frase:
- Que que é? Tô pagando! – e em nome do dinheiro justifica suas grosserias.
Já fui diretor social de clube. Lembro-me de tantas vezes ter visto desperdícios de alimentos, bebidas na mesa de pessoas que tinham segundo o dito popular “o olho maior que a boca”. Lotavam pratos e copos até não mais caber, desprovida de qualquer lógica alimentar ou celebrativa. Terminada a refeição deixavam nos pratos grandes porções de alimentos. Se alguém sinalizava essa pessoa os seus exageros, talvez por pena do cidadão, ele apenas respondia:
- Que que é? Tô pagando!
Quem nunca presenciou patrões em desrespeito aberto ao seu empregado, extrapolando as regras não só de relação profissional, mas de relações humanas e cristãs, simplesmente baseado no princípio do:
- Que que é? Tô pagando!
Um dia, uma criança me contou que viu uma senhora desperdiçando água com a mangueira aberta jorrando litros e litros de água sobre a calçada que descia pela rua sem nenhuma utilidade para se tornar esgoto. O esgoto, já teve muitas funções ao longo dos tempos, mas, nos dias de hoje, sua principal função, creio é fechar a última etapa do ciclo urbano de toda forma de desperdício. A criança então, seguindo as orientações que havia recebido na escola sobre a necessidade de se evitar o desperdício de água, foi ter com aquela senhora que provocava tal desperdício, colaborando com a destruição de um recurso natural como a água. Disse-me a criança que a resposta daquela senhora parece que estava na ponta da língua e não tardou a aparecer:
- Que que é? Tô pagando!
Já vi uma vez uma pessoa detentora de um patrimônio financeiro que podia classificá-la como milionária pressionar uma autoridade religiosa a desfazer sua agenda de trabalho em pleno período de Natal, para realizar em caráter particular e privado a cerimônia de casamento da filha mediante o simples mas ridículo argumento do:
- Que que é? Tô pagando!
Mal da globalização dizia um estudante de ciências sociais, amigo meu. Segundo o meu amigo, um dos efeitos perversos da globalização é esse. Com o avanço no setor de serviços, abriu-se grandes possibilidades de ascensão social pelo predomínio do saber técnico em determinadas atividades.
Num passado não muito distante podia-se ascender socialmente por exemplo estudar com vistas a ser um professor, um advogado, um padre, um pastor e outras tantas outras funções que não exigiam apenas o conhecimento técnico, mas funções em que o indivíduo para dar-se como bem sucedido tinha de ter uma boa noção de bom relacionamento humano, de ética, de convívio social, não bastava ter o dinheiro, precisava acima de tudo ter humanidade.
A sociedade consumista, que valoriza acima de tudo o poder de compra criou essa figura que pouco está preocupada com as boas amizades, sobre como comportar-se socialmente, pouco lhe interessa a cultura, a arte, a religião, a fé. Basta-lhe o dinheiro bolso, para fazer o que bem quer, inclusive burlar tudo aquilo que é considerado ético e legal.
E o dinheiro no bolso que poderia aprimorar novos costumes nos novos afortunados, ao contrário, libera toda a sorte de má educação, ações de desrespeito ao meio em que vive, inclusive danos sérios ao meio ambiente e em casos extremos gestos públicos de humilhação aos mais pobres. Toda sorte de respeito humano adquirida em séculos de desenvolvimento da civilização humana perde sentido se o indivíduo situa-se numa posição financeira tal que lhe dá o poder de a qualquer momento justificar sua grosseria em nome do lema da Lady Keity. Um lema que se reproduz a cada vez mais nos nossos tempos em que o ter vale muito mais do que o ser:
- Que que é? Tô pagando!
GRATIDÃO
"A gratidão é um fruto de grande cultura; não se encontra entre gente vulgar."
Samuel Johnson
"A gratidão da maioria dos homens não passa de um desejo secreto de receber maiores favores."
François de La Rochefoucauld
"Quem acolhe um benefício com gratidão, paga a primeira prestação da sua dívida."
“Permita-nos que sejamos gratos a todas as pessoas que nos fazem felizes, elas são as charmosas jardineiras que fazem nossas almas florirem”.
Marcel Proust
“Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias dai graças, porque esta é, a vosso respeito, a vontade de Deus em Jesus Cristo”.
I Tessalonicenses 5,18
A gratidão é um elemento fundamental para uma vida feliz. Nem sempre é fácil entender e atingir o que seja a verdadeira gratidão. Apresentei acima referências ao sentimento da gratidão ditas por homens de pensamentos diversos e que viveram também em tempos diversos. Na verdade essas referências apenas nos incitam a pensar sobre a gratidão. E diante de pontos de vista tão diversos, não me arrisco a fechar questão sobre o que significa exatamente ser grato a alguém. Sentimento contraditório. Quem recebe uma ingratidão parece ao mesmo tempo se sentir desprezado por algo de bom que tenha feito a alguém. Mas ao mesmo tempo, também não estaria supervalorizando a si próprio, expondo muito do seu egoísmo?Afinal de contas todas as pessoas em algum momento fizeram algo de bom a outras pessoas. E aí nos perturba a afirmação de François de La Rochefoucauld, citada acima.
Estamos falando de ser gratos às outras pessoas, mas queremos aqui pensar acima de tudo, o que significa uma gratidao muito espe gratidão a Deus. Será que efetivamente, sem fingimentos ou teatro, temos mesmo essa capacidade de agradecer a Deus em todas as circunstâncias? Vamos então nos apegar ao versículo de Paulo para pensarmos na gratidão a Deus, enquanto não chegamos a uma idéia clara do que seja ser grato a outra pessoa.
O versículo bíblico diz para dar graças em todas as circunstâncias, mas quando a nossa vida é tomada de dificuldades como é possível agradecer a Deus? É a esse respeito que a Palavra de Paulo vem esclarecer essa grande dúvida que muitas vezes se instala em nossos corações. Seguindo à risca a Palavra de Paulo, muitas pessoas agradecem de uma forma ingênua que chega a causar estranheza aos outros.
Parecem querer convencer todo mundo (e talvez a si próprias) que nada de mal pode lhes acontecer e não é isso que a Bíblia parece nos ensinar. Deus não quer que levemos uma vida negando as extremas dificuldades a que estamos sujeitos, fazendo de conta que estamos agradecidos a ele mesmo pelas coisas terríveis que podem surgir em nossas vidas. Deus sabe melhor que ninguém os sentimentos mais escondidos em nosso coração.Negar os problemas, ignorar os conflitos nem é próprio da Natureza Divina, pois afinal de contas é no movimento e não na inércia que o Universo chegou ao que é.
Temos que entender que há uma diferença muito grande em agradecer a Deus por tudo o que nos acontece, como muitos pregam, e agradecer a Deus em todas as circunstâncias.
Agradecer a Deus em todas as circunstâncias implica em ter noção clara do que é bom e do que é ruim para nossa vida para que nosso agradecimento seja autêntico.
O que Deus espera de nós é que agradeçamos por todos os acontecimentos em nossas vidas, mas que esses agradecimentos não sejam apenas cumprimentos de preceitos ou dogmas para aliviar nossa consciência. O que Deus espera de nós é que agradeçamos e nos motivemos para a ação diante das dificuldades não como algo terrível em nossas vidas, mas como uma chance de ouro que Ele nos dá para nosso crescimento espiritual e aprimoramento da nossa fé. E mais, nossa felicidade não se baseia na crença de que Deus só permitirá que nos aconteçam coisas boas.
É para isso que serve a Misericórdia de Deus, não para nos afastar das dificuldades como se vivêssemos numa redoma mas para aprender, mas para dar forças fazendo nos sentir mais seguros e com mais tranqüilidade ter a certeza de que Deus irá nos amparar nos tempos difíceis. O invisível é por conta Dele, o resultado visível resulta da nossa ação.
A base da verdadeira gratidão surgirá quando pudermos nos dirigir a Deus e dizer: Obrigado Senhor, a minha vida está difícil, mas tenho forças para caminhar porque Tu estás comigo. Por isso mesmo, obrigado meu Deus." Quanto à gratidão às outras pessoas. . ., quanta ingratidão vemos no mundo atual! Por quê será?

SOLIDÃO
Em nossa última publicação estivemos refletindo a seguinte questão: é possível ser feliz mesmo estando sofrendo? Dizíamos que até Cristo teve toda uma vida marcada pelo sofrimento e nem por isso Ele foi infeliz. Hoje estaremos refletindo sobre uma das formas de sofrimento que é a solidão. Como é possível lidar com esse sentimento que tanto nos faz sofrer? Afinal de contas o que é a solidão? Convido o leitor a refletir sobre a solidão lembrando que também Cristo sofreu essa forma de sofrimento e para isso citaremos o que está escrito em Mateus 26:38, que são as palavras do próprio Cristo:
“ Retirou-se Jesus com os seus discípulos para um lugar chamado Getsemani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. Começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes então: Minha alma está triste até a morte. Portanto, permanecei aqui e vigiai comigo”.
Cristo com certeza nesse instante que antecedia a sua paixão e morte de Cruz experimentava um intenso sentimento de tristeza e de solidão. Jesus sentia-se só. Precisamos entender que há uma diferença muito grande em estar só, sem companhia e sentir-se só. Às vezes estamos no meio de multidões, no meio de muitos amigos e sofremos essa triste sensação de que estamos sós.
A solidão é uma sensação dolorosa que nos deixa desanimados.
Por isso um dos desafios da nossa vida é adquirir a capacidade de podermos ficar sozinhos e se sentir bem. Isso é ótimo.
A pessoa se sente menos solitária se encontrar no seu grupo de convivência acolhida e compreensão para o seu momento, integrando-a e não isolando-a quando ela der sinais de desapontamente, tristeza, desânimo.
Quantas pessoas nos nossos grupos de convivência de repente “desaparecem”, se que o grupo tenha coragem de tomar uma atitude de ir de encontro “ à ovelha perdida”. Nos nossos grupos da Igreja, quantas pessoas, por uma chateação inconveniente proferida por um irmão de fé, por mágoas que resultam de desfiles de vaidades, muito comuns nos grupos religiosos, acabam se afastando. Algo que contraria os princípios básicos de quase todas as religiões que é a acolhida, a fraternidade e a solidariedade na dor e na alegria.
O pior, é que essas pessoas acabam se isolando, porque a religião talvez vinha sendo a única fonte de esperança, alegria e realização na sua vida.
Muitas se isolam. Outras desesperadamente acabam caindo em outros grupos oportunistas, irresponsáveis e que fazem da dor dos outros fonte de exploração e empurram a pessoa ainda mais para o desespero e a total descrença na vida, no próximo e em Deus.
Mas sentir-se só estando sozinho ou acompanhado é angustiante.
Como conseguimos estar sozinhos sem companhia e poder ficar em paz. Essa capacidade decorre do quanto nos sentimos seguros de nós mesmos do que estamos fazendo para desenvolvermos essa segurança. A solidão pode ser paralisante como pode ser também fonte de criação, de transformação. Porque a tristeza de sentir-se só, e a incapacidade momentânea de ir ao encontro do “outro”, exige que o indivíduo busque atividades mesmo que solitárias para vencer a apatia e a tristeza. Você só você consegue ficar bem sozinho no momento que você passa a gostar da melhor pessoa que pode lhe fazer companhia: você mesmo. É quando também você sente estar fazendo coisas que realmente gosta.
No entanto depois de algum tempo a solidão fatalmente estimula para que você busque pessoas para você se relacionar. Uma frase antiga já dizia: “Nenhum homem é uma ilha, ninguém vive isolado, afastado dos outros seres humanos”. Mesmo que tenhamos essa capacidade de conseguirmos ficar sozinhos sem sofre por isso, não fomos criados para viver sozinhos a vida inteira.
Nossa solidão certamente dará sinais de que somos seres de relação, de contato com os outros. E assim como Jesus, às vezes nos sentiremos tão sós que vamos dizer aos outros: “Permanecei e vigiai aqui comigo. Porque minha alma está triste até a morte”. Mas é sempre bom lembrar de que não é ficar sozinho que nos dá a sensação de solidão. Na verdade podemos nos sentir sós, no meio de uma multidão. E aí o sentimento de solidão pode variar de um mero desconforto a uma sensação muito dolorosa. E ela se torna dolorosa por causa do modo que vemos a nós mesmos.
Quando se sente só é porque se sente também incapaz de atrair amor, confiança simpatia dos outros, mesmo estando no meio de uma multidão como já dissemos. Por isso ficar sozinho e até mesmo sentir solidão pode representar uma forma de crescimento se usarmos essa oportunidade para contemplar e refletir mais profundamente e reorganizar nossas idéias e sentimentos. E quando você estiver sofrendo pela solidão pense nisso. Sentir-se só pode ser um sinal de que precisamos aprender a nos aproximar mais adequadamente dos outros e usufruirmos de forma mais agradável da companhia das outras pessoas. Até Jesus teve momentos de esmagadora solidão que o fizeram buscar a companhia dos amigos, valorizando ainda mais a presença deles. Sua solidão pode fazer o mesmo por você.
Como sugestão para refletir aí no momento em que você se encontra sozinho, ouça aquela canção do Alceu Valença e do Zé Ramalho que se chama "Solidão". Medite e ore bastante também, porque nessas horas, Deus é nosso melhor amigo.
É POSSÍVEL SER FELIZ NO SOFRIMENTO?
As pessoas que têm visitado este blog têm certamente notado uma coisa: procuro não limitar-me a apenas um campo de assunto, ou mesmo a assuntos da área em que sou formado que é a Psicologia. Interesso-me por tudo, porque penso o ser humano em termos desses predicativos: amplo, polimorfo, inacabado, que viveu um passado, que tem em suas mãos um presente a ser vivido, mas um eterno devir que sustenta toda uma subjetividade que lhe dá elementos de ação no aqui e agora para planejamento do futuro.
No texto de hoje volto a falar do Homem numa perspectiva extremamente importante na atualidade: a religiosa. Importante porque a religião tem ganhado corpo diante das crises enfrentadas por pontos de vista ditos científicos de outras áreas do pensamento humano, dados como verdades durante um certo tempo, mas que “balançam” hoje diante dos desafios do mundo contemporâneo.
E na religião que estou buscando elementos para pensarmos esse lado indesejado, negado, rejeitado pelo homem moderno que é o sofrer. Não deixarei de acompanhar elementos da Psicologia, principalmente influenciado pelos humanistas mais vinculados à Psicologia Existencial, se é que podemos falar numa Psicologia estritamente Existencial com privilégios sobre as demais correntes psicológicas.
SOFRIMENTO. Inicio esta reflexão citando um trecho do Evangelho de Lucas 24:46:
“Assim está escrito que o Cristo devia sofrer”.
Pensando sobre o sofrimento, podemos dizer que uma importante parte da vida de Jesus é representada por seu sofrimento até a experiência da morte dolorosa. Jesus nunca tentou evitar o sofrimento, como a maioria de nós hoje faz, mas o acolheu como um aspecto necessário e que faz parte do nosso existir. Ninguém vive sem sofrimento. E Jesus conseguiu estabelecer uma relação estreita entre sofrimento e amor. Aceitar o sofrimento como parte da nossa vida, enfrentá-o com coragem, desenvolve uma capacidade maior de amar e de levar uma vida feliz, á medida que encontrarmos no sofrimento infinitos significados para o ato de viver. Nenhum sofrimento chega em nossa vida à toa. O sofrimento aparece para re-significar nossa vida nos ensinando novas formas de estar no mundo.
É possível ser feliz no sofrimento? Segundo o entendimento do mundo atual, não. Todo o conforto pregado pelos avanços experimentados pelo homem, excluem o sofrimento no ato de ser feliz: ou se sofre, ou se é feliz.
Mas a felicidade não exclui o sofrimento, uma boa notícia uma vez que o sofrimento é inevitável. No sofrimento, ser feliz vai depender da maneira como encaramos o sofrer. Foi isso que Jesus ressaltou em sua própria vida. Seu sofrimento não foi em vão, tinha um significado, um objetivo. E quando entendemos o significado do nosso sofrimento, a vida também ganha sentido, e sofremos menos.
Portanto evitar o sofrimento não nos leva a uma vida mais feliz, disfarçar o sofrimento com paliativos como consumir, beber, comer, projetar nos outros a causa da nossa infelicidade, não são caminhos que nos direcionam para a felicidade.
Também não quero incentivar uma espécie de culto ao sofrimento que encontra respaldo muitas vezes até numa forma equivocada de interpretar o Cristianismo, como se só através do sofrimento se encontra salvação. É como se dissesse que para ser feliz é preciso antes sofrer muito. Não, não é disso que estou tratando. Felicidade é antes de tudo, um compromisso com a alegria, com a realização não só material mas também espiritual, e isso a religião também é capaz de oferecer.
A vida de Jesus, como dissemos antes, estabelece uma relação estreita entre sofrimento e amor. No sofrimento é preciso estarmos abertos para poder ir na direção do outro e amar mesmo sabendo que correremos sempre o risco de ser magoados e encontrar assim mais uma forma de justificarmos nosso sofrimento. Jesus esteve aberto ao sofrimento e à morte, mostrando-nos o único caminho para o verdadeiro amor. Quem sofre aprende amar de verdade pois aprende a importância do acolhimento do próximo no momento que sofremos. Quem sofre valoriza mais a alegria quando ela chegar, pois como dizia uma antiga música do cantor Tayguara: “. . .só quem sabe a sombra, reconhece a luz”.
Talvez você já tenha sofrido muito na sua vida, mas isso não significa que você não possa ser feliz, não significa que você um dia “ foi expulso do paraíso” para sempre. Aprenda com o exemplo de Jesus que não é a ausência de sofrimento que nos faz felizes, mas a presença da coragem para enfrentar a dor e superá-la. Saber que o sofrimento nunca acontece por acaso, aponta sempre para um novo significado da nossa vida.
MARCAS DO QUE SE FOI. . . parte I
Pois bem, passaram-se as festividades de Natal e Passagem de Ano. Com certeza muita coisa ficou na lembrança de todos nós. Muitas, tristes infelizmente, mas muitas coisas alegres. Além das imagens gravadas nas nossas mentes, o avanço tecnológico nos propicia guardar nas nossas câmaras digitais ou celulares, nas nossas filmadoras ou na memória do nosso computador muitas lembranças em forma de imagens, vídeos, animações, etc. Eu quis publicar nesse blog imagens do Natal que passou e das festividades da chegada de Ano Novo que mais me tocaram e que com certeza lembrarei sempre. Divido essas emoções com todos os meus amigos. Como procedi em outros temas que merecem especial atenção vou dividir esse trabalho em várias partes para que possa ser melhor acompanhada e publicada na íntegra.
O leitor vai perceber que essas imagens dizem respeito aos símbolos do Natal, árvores de Natal, presépios, guirlandas, luzes, fogos de artifício, etc.
Para refrescarmos nossa memória lembremos que as guirlandas remontam aos costumes pagãos como sinal de esperança e vida. Ainda na época dos gregos pagãos, elas eram colocadas nas portas de entrada como um “adorno de chamamento” aos deuses, ou seja, um sinal de boas-vindas.
O uso da guirlanda refere-se a Roma Antiga, pois para os romanos oferecer um ramo de planta significa um voto à saúde, proporcionando o costume de enrolar os ramos em uma coroa. Os romanos expunham as coroas nas portas para favorecer a saúde de todas as pessoas da casa.
Quanto à figura da Árvore de Natal, atribui-se a Martinho Lutero a sua utilização como símbolo natalino. Diz-se que ele caminhava pela floresta e impressionou-se com os pinheiros cobertos de neve. Juntando a figura das árvores cobertas de neve mais as estrelas brilhando no céu ele reproduziu com galhos esse cenário em sua casa. Na verdade há pesquisas que apontam a Árvore de Natal como símbolo de energia e fecundidade da Mãe Natureza já no Egito Antigo e entre os povos indo-europeus.
O Presépio teria sido criado por São Francisco no ano de 1223, numa tentativa de reviver a ocasião do nascimento do Menino Jesus, festejando a véspera do Natal com os seus irmãos de Assis na floresta de Greccio. Podemos dizer que o próprio cenário do Nascimento do Menino Jesus foi a construção mais legítima desse importante momento na história do Cristianismo: uma manjedoura, José e Maria, os pastores, as ovelhas, os bois aquecendo o lugar tão frio, constituem uma obra artística concebida pelas mãos do Criador.
Continua na parte II
MARCAS DO QUE SE FOI . . . parte II
IMAGENS NATALINAS QUE MAIS ME TOCARAM NESSE FINAL DE ANO
Em primeiro lugar cito a árvore que enfeitei na frente da minha casa (Fig.1). Não ficou tão bonita como gostaria que ficasse mas depositei nela muita fé e esperança, muito amor e dedicação para que ela representasse da melhor forma possível a alegria da nossa família com a chegada do Natal e o Ano Novo.

Fig.1-Minha Árvore
Não posso deixar de destacar dois elementos importantes que ajudaram “iluminar” o Natal da minha cidade. O primeiro é o Presépio (Fig.2) montado na Praça da Matriz, obra do artista José de Moraes que, realmente, foi de uma beleza indescritível. O segundo foi a iluminação da própria Igreja Matriz de Palmital que junto com as palmeiras compuseram um belo visual para quem olhava da Rua Manoel Leão Rego para o Templo Católico (Fig.3).
Destaque-se o jogo de luzes enfeitando o coreto da Praça da Matriz (Fig.4), o qual tivemos o cuidado de registrar num dia em que a praça estava vazia para que transparecesse todo brilho desse importante espaço na Praça.
Entre as imagens do Natal que marcaram a minha cidade, as duas escolas particulares de Palmital, marcaram presença construindo árvores a partir de material reciclável transformando aquilo que era considerado lixo em beleza a ser vista. Uma das escolas utilizou-se de CDs usados para construir uma árvore logo na entrada do prédio. A outra escola utilizou-se de garrafas PET doados pelos seus alunos para construir uma árvore e bonecos de neve no gramado em frente à escola (Fig.5)

Fig.2 –Praça da Matriz-Presépio Fig.3-Praça da Matriz-Coreto
Fig.4-Frente da Igreja Matriz Fig.5-Escola Objetivo: Bonecos de Neve
e Árvores de Natal
Continua na parte III
MARCAS DO QUE SE FOI. . . parte III
Belas imagens que ficaram na minha recordação e com certeza na recordação de muitas pessoas colhi-as na cidade de Assis. A primeira delas é a iluminação de Natal na frente da Catedral de Assis (Fig.6), que antecipava a alegria da Ordenação Episcopal de Dom Otacílio Luziano da Silva que aconteceria no dia 30 de Dezembro. A outra imagem de Assis era uma Árvore de Natal estilizada (Fig.7) , feita de uma fita de metal na praça rotatória na entrada da cidade, bem em frente ao monumento em homenagem a São Francisco de Assis.
Fig.6-Catedral de Assis Fig.7-Assis-Praça Rotatória
Continua na parte IV
MARCAS DO QUE SE FOI . . . parte IV
No Ano Novo, estive em São Paulo. Boa oportunidade para aumentar os meus arquivos. Lá, pude registrar imagens fantásticas da grande cidade, expressando através da decoração natalina que não é só concreto, grana, trabalho e correria. A cidade de São Paulo mostra também que é coração quando resolve parar para festejar Natal e Ano Novo. No dia 31 de Dezembro estive presente na São Silvestre e lá registrei a arquibancada preparada para uma platéia especial da corrida tendo ao fundo uma bela Árvore de Natal (Fig.8).
Ao longo da Avenida Paulista, havia várias alegorias natalinas como mensagens em vário idiomas de “Boas Festas” cravadas nos postes longo daquela via pública, bem como “Papais Noéis” em diversas situações. Aqui vemos um Papai Noel tentando escalar o Poste de iluminação devidamente decorado. (Fig.9).
Fig.8-Platéia da São Silvestre Fig.9-Papai Noel escala o
poste de iluminação
À noite retornei em companhia da família e amigos à Avenida Paulista.O brilho da avenida na noite do Reveillon encanta os olhos de qualquer pessoa por mais insensível que seja. Vemos a imponência do prédio da FIESP e sua iluminação natalina (Fig.10). Mais para perto do palco, onde se realizavam shows na festa da passagem do ano, brilhavam as árvores do Parque Trianon, um pequeno pedaço que sobrou da antiga Mata Atlântica bem no coração de São Paulo (Fig.11).
Fig.10-Prédio da Fiesp Fig.11-Parque Trianon
continua na Parte V
MARCAS DO QUE SE FOI. . .parte V
No dia 1º. de Janeiro, à tarde, São Paulo vazia, trânsito calmo, nada melhor do que dar um pulo ao Ibirapuera. Mesmo com muita gente fora de São Paulo curtindo feriadão, encontramos bolivianos, alemães, italianos, chilenos e egípcios passeando pelo Ibirapuera.
Lá registrei o marco do Natal de São Paulo que é a Árvore de Natal gigante (Fig.12) armada no em frente ao Parque do Ibirapuera bem em ao lado do Obelisco, homenagem aos pracinhas mortos na revolução de 1932. Á noite, mesmo dentro do automóvel, de passagem, registramos a mesma Árvore de Natal iluminada e imponente na noite paulistana.(Fig.13).

Fig.12-Árvore de Natal no Ibira-
puera-Visão diurna

Fig.13- Visão Noturna
Meu filho aproveitou também para registrar uma visão parcial do Parque á noite, uma vez que todas as árvores do Ibirapuera receberam suas luzes de Natal(Figs.14 e 15).


Fig.15-Outra tomada noturna do Parque Ibirapuera

Fig.15-Árvore de Natal
Piso térreo do Shopping Eldorado
São Paulo
Guardemos então essas que foram algumas das milhares de imagens do Natal de 2009 e a da chegada do ano de 2010, que circularam ao nosso redor, lembrando sempre que todo dia é dia de Natal. Que a vida pode ser como no tempo do Natal: pessoas se confraternizando, ruas tomadas de alegria, familiares se reencontrando. Que todo dia começa um novo ano, ou melhor, todo dia é como se fosse o primeiro dia de um novo ano que surge, marcando um ciclo que se inicia, carregando as experiências do passado e muitas esperanças com a determinação do tempo presente.
FELIZ 2010!
O NATAL E O TEMPO DO NATAL
Mensagem narrada por José Bressanin na Rádio Regional de Palmital,
Programa Pensando Bem, um programa da Igreja Católica,
Paróquia São Sebastião no dia 26.12.09

O NATAL E O TEMPO DO NATAL
“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus.”
Ecle 3-1,8
Olá amigo. Você ainda está aí? Nos últimos dias eu vi você nesse mesmo lugar. Vi você falar: O Natal vai chegar. O que eu preciso comprar? Que presente vou dar? As crianças diziam: que presente vou ganhar? Então você pensou bastante. Foi às lojas, foi para o supermercado. Fez crediário. Comprou, gastou. Compras para o Natal, presentes para o Natal e você sente que não só gastou, mas também desgastou-se, cansou-se correndo pra aqui, pra ali. Você se empolgou, se animou no desejo de preparar uma boa festa de Natal.
De repente, sem que você se desse conta, a hora chegou. Noite de Natal, ceia de Natal. Você conseguiu reunir sua família em torno de uma mesa farta e bem enfeitada. Você montou uma árvore rodeada de presentes acompanhados de um cartão de indicação dos felizes ganhadores desses mesmos presentes. .Aí você comeu, bebeu, estourou champanhe, um Papai Noel surgiu no meio da noite e entregou presentes para todo mundo. Quanta alegria! Que coisa linda é o Natal! Famílias reunidas, ressentimentos perdoados, sorrisos, esperança. Antes que você me interprete mal quero dizer que você não estava errado não. Natal é isso mesmo: festa confraternização, presentes, abraços, sorrisos, lágrimas, alegria. Jesus faz a Alegria dos Homens.
Mas a ceia acabou. E como Carlos Drumond de Andreade você se pergunta:
- E agora José?
Você dormiu e acordou para um novo dia, que não era mais Natal. O calendário de forma cruel decreta: hoje já é dia 26, o Natal já passou. E a solução é começar a pensar no Ano Novo, pois você pensa e acredita que o tempo não para e que o relógio e o calendário é que determinam sua vida. Apesar do Natal, o tempo não parou de dar seus recados e avisa:
-Mais um ano vai acabar - e a alegria do Natal te acorda para uma série de indagações e sentimentos. Este ano já passou.
Natal foi bom, porque conseguiu retirar você por algumas horas dessa dura realidade que é o correr do tempo. E você sentiu as delícias de se ver livre da pressão do tempo.Cansado você diz dentro de você:
-Chega! Basta! Este ano não dá mais.
Fica para o ano que vem, o sonho que não realizou. A promoção no emprego que você não conseguiu. A dívida que você não pagou. O filho que não chegou. O carro que você não comprou.Chega mesmo, você está cansado, esse ano não dá mais!
Ai você percebe que não foi a preparação da ceia do Natal que cansou tanto você assim. Tem muito da frustração de pensar que no ano que passou, algo de muito importante não se realizou ainda e sua vida. E você se frustra por isso, pois você acha que a vida é a virada do calendário ou as voltas dos ponteiros do relógio. Mas, atenção: 2009, 2010 são apenas números.
A vida não se resume a um espaço de tempo contado em horas, dias, meses ou anos. E o Natal não acontece necessáriamente no dia 25 de Dezembro. A cada dia Jesus nasce em cada coração. O verdadeiro "acontecer" da vida é como uma eterna preparação para um Natal que nem sempre chega exatamente no dia 25 de Dezembro. A cada dia do ano, você está preparando um novo Natal. E os seus sonhos, os seus projetos, desejos, esperanças se renovam com o mesmo frescor e a mesma candura do rostinho do Menino Jesus que acaba de nascer, deitado numa manjedoura.
Por isso, meu amigo, esqueça o tempo do relógio. Esqueça a ditadura e as imposições do calendário. Tudo se realiza na vida com movimentos que, na maioria das vezes, a gente mesmo não se dá conta. A gente perde muito da vida porque presta atenção demais nos ponteiros do relógio e se esquece de que tudo tem seu tempo como diz a Palavra em Eclesiastes. Para isso serve o Natal, para esquecermos o correr das horas, e deixarmos a vida fluir, acontecer. Aprender que tempo cumprido, afinal de contas, é vida vivida, etapa vencida, objetivo alcançado, felicidade conquistada.
Autor: José Bressanin
BLOGS E BLOGUEIROS, FELIZ NATAL!
Fico muito contente em verificar a visita de 1146 internautas no meu blog. Para quem gosta de estatística, foram 230 visitas por mês, em média 8 visitas por dia. Procurei nestes 5 meses de reativação do blog levar assuntos que falam de perto à alma humana, e quem leu meus textos pode refletir sobre realidades tão nossas, tão humanas como raiva, ciúme, ódio, etc.
Lançamos luz para reflexão sobre fatos ocorridos em nossa comunidade. Por outro lado procuramos divulgar artistas anônimos, aqueles por quem nenhum blog, site, rádio on-line palmitalense se interessaria, mas que apesar desses que gostam de encontrar o sucesso pronto, trouxemos nesse pequeno espaço para que as pessoas conhecessem. É o caso da pequena cantora Fabiana lá da Platina, anônima, simples, mas uma gigante na hora tange as cordas do seu violão para expressar sua voz e forma de música.
Por isso mesmo ficamos felizes por, 1146 pessoas terem a disposição, vontade e curiosidade pelos assuntos que trouxemos nesse espaço da Net.
FELIZ NATAL PARA VOCÊS TODOS!
NÃO VAMOS PARAR POR AQUI, VEM MUITO MAIS POR AÍ AGUARDEM.!

Créditos a cgbtean.wordpress.com
NATAL – A FESTA QUE PODE NÃO ACONTECER !
Dias atrás foram distribuídos convites para a festa de aniversário de uma pessoa.
Constava apenas a informação de que se tratava de uma pessoa muito ilustre, “o mais ilustre de todos os homens que se possa imaginar”. Também não aparecia o local da festa, apenas destacando que pela importância do aniversariante, as pessoas deduziriam facilmente de quem se tratava e onde ele morava.
Havia ainda no convite a informação importante que o aniversariante queria um festa simples e que não se fizesse nada de luxuoso ou complicado. Tudo muito simples, assim como ele era simples. A decoração poderia ser humilde. A comida e a bebida também coisa do dia a dia, o suficiente para saciar a fome. Pediu para que ninguém comprasse nada, e que cada um levasse um pouco do que tivesse para partilhar com os outros convidados. O convite considerava ainda que a música era um item importante para animação da festa. O feliz aniversariante gostaria que se tocasse durante a festa muita música que fizesse menção ao seu nome, cantos de júbilo que rendessem glórias e louvores a Deus pela importância da data.
Diante de um convite daqueles, as pessoas começaram pensar e se mobilizar para homenagear uma pessoa tão ilustre, tão ligada a Deus, fosse quem fosse. Muito se comentou de quem se tratava e onde é que aconteceria tal festa. Tive a oportunidade de me unir às demais pessoas e procurar fazer também a minha parte. Só que as pessoas não souberam compreender o que significa ser importante nos dias de hoje. Também não sabiam definir o que quer dizer simplicidade, humildade, louvor e glória a Deus, para prepararem um festa tal como o aniversariante solicitava no convite.
Colocavam então tanto luxo, inventavam coisas tão sofisticadas que, tanto as pessoas mais pobres como as pessoas mais humildes não poderiam participar da grande comemoração. Porque a base da preparação da festa não era o que as pessoas tinham nos seu coração, mas o dinheiro que tinham na conta corrente, nos investimentos, no patrimônio material que lhes davam a idéia de importância.
Assim, prepararam um cenário a muito luxuoso. Em vez de louvores e glórias a Deus, os altofalantes e caixas de som espalhados pela cidade disparavam sons estridentes, músicas inconvenientes para uma festa simples para uma pessoa ilustre e cheia de tanta dignidade: Em vez de louvores a Deus, o som que chegava aos ouvidos das pessoas era Funk, pancadão, com letras indecentes, imorais e de duplo sentido. Baseados nos seus conceitos do que significa ser pessoa importante e preocupado unicamente com os presentes de luxo que poderiam ser levados ao aniversariante o comércio daquela comunidade intensificou um verdadeiro bombardeio na mente das pessoas colocando à venda uma variedade de produtos atendendo assim as próprias expectativas de fechar o ano com maiores lucros.
Nada disso correspondia ao que havia sido solicitado pelo aniversariante no convite. As pessoas haviam perdido a noção do verdadeiro significado do que seja ser importante no sentido humano da palavrao que significa como é uma pessoa que está muito próximo de Deus. Ninguém tinha a mínima noção de quem estaria fazendo aniversário naquela fase do ano e muito menos adivinhou em que local aconteceria a festa. Passaram então a festejar nas praças, nos balcões do comércio, nos becos das ruas com muita bebida alcoólica, drogas, sexo, outros foram para a balada, com direito a quebradeira de garrafas vazias em praça pública no final da festa.
Mas há quem diga que algumas pessoas dotadas de muita Fé em Deus, foram as únicas a chegarem até a casa do homenageado. Diz-se que até uma legião de anjos teria se dirigido á terra para celebrar junto com a Humanidade tão importante e sagrada festa mas que, decepcionados, teriam ido embora mesmo antes do término das comemorações.
Na casa do aniversariante apareceram poucas pessoas. Apenas pessoas simples, aquelas que não tinham dinheiro para se celebrar com a comunidade local, pessoas muito simples e humildes, conseguiram chegar até a verdadeira festa e ao verdadeiro local da festa. E o ilustre homenageado pode comemorar seu aniversário quase que sozinho, perto dessas pessoas, longe de tanto luxo, tanta barulheira e falta de esclarecimento.
Num momento da festa, foram cantados cânticos de júbilo de glórias e louvores a Deus como o aniversariante gostaria que fosse, as pessoas ali presentes partilharam o alimento e a bebida de que dispunham.
A essa altura você já pode estar deduzindo de quem estamos falando. E, fica uma pergunta: Como você agiria se recebesse o convite para um aniversário de uma pessoa anônima, mas ilustre que faz aniversário no último mês do Ano, cuja pista principal é alguém que está muito próximo a Deus? Pois bem antes que você desista e se una àqueles que preferem não saber de quem se trata, digo em tempo que seu nome é Jesus Cristo. Ele está convidando você para a festa do seu aniversário este ano. Para que você não erre o caminho da festa, e pare em algum canto insuflado pela barulheira dos alto falantes e caixas de som tocando funk e pancadão, informo que ele mora lá na Igreja, a Casa de Deus e lá você pode render a verdadeira homenagem ao seu Nascimento de Jesus. Jesus habita também o coração dos homens “. . .mansos e humildes de coração” e você pode fazer uma homenagem sincera de bons propósitos também ai dentro do seu coração.
Como o nome de Jesus Cristo soa a mesma coisa que confiança, fé e esperança, ele acredita que até o próximo Natal as pessoas entendam e conheçam quem ele é, qual o sentido do seu Nascimento entre os homens para que todos possam percorrer o verdadeiro caminho quando quiserem encontrá-lo de verdade e assim. Não só aqueles que conseguem chegar até sua casa, mas também aqueles que perderam o caminho da Festa. Portanto, neste ano, celebra a data comemorativa do Nascimento de Jesus pondo a serviço dele aquilo que você é e não só aquilo que você tem. E você não vai errar o local da festa, o nome do aniversariante e a forma que ele gosta de comemorar o seu Aniversário.

Autoria de Texto: José Bressanin

Créditos a www.groups.google.com.br
O QUE É A RAIVA?
Parte I
“Quando alguém nos magoa e nos faz sofrer, o que acontece? Ou se sofre, o que em grande parte das vezes termina em depressão, ou se fica com muita raiva, o que é bem melhor do que suportar uma depressão. Mas a raiva -foi o que nos ensinaram- é um sentimento feio, baixo, que pessoas superiores não devem ter. Mas vamos discordar: uma boa raiva com motivos é saudável, e faz muito bem à pele, ao coração e à alma, além de evitar o infarto. E quem está querendo ser superior? Conseguir ter raiva é excelente para a saúde física e mental; a depressão nos leva para a cama e tira a vontade das coisas mais banais, como tomar banho, passar uma escova no cabelo, comer, ler, quem não sabe? Já a raiva faz com que se façam coisas, mesmo que sejam coisas erradas.”
Para fins de orientação ao leitor do presente texto, quero esclarecer que no parágrafo anterior estou parafraseando publicação de uma personalidade importante dos meios de comunicação que é a Danuza Leão refletindo sobre a raiva e apontando caminhos para superarmos esse sentimento tão negativo. De acordo com a nossos valores morais e culturais ganha conotação tão negativa, ao que acrescentamos, tão negativa que tem nos afastado do entendimento das suas causas e nos paralisa para a ação criativa, o lado saudável que pode existir num sentimento tomado como tão ameaçador e tão deselegante.
Pesquisando sobre esse tema, surpreendi-me com a quantidade de citações de Freud a respeito da raiva, tanto por parte daqueles teóricos que concordam com o velho mestre, e surpreende também como Freud é referência também para aqueles que divergem das suas teorias acerca do funcionamento da psique humana.
Assim como o ciúme e a inveja, que já foram objetos de reflexão neste blog, a raiva é tida como um sentimento incômodo, negativo destrutivo. Tomado na sua forma destrutiva a raiva pode levar à fúria, cólera, ódio, ou vingança estados de humor com os quais é muitas vezes confundida. Antes de ser confundida com esses sentimentos a raiva acompanha estes sentimentos como o ciúme e a inveja, e é a força motora da fúria, da cólera, do ódio e vingança.
Suspendamos nossos conceitos e preconceitos para falarmos sem medo ou temores que a raiva é uma reação natural a uma ameaça externa, podendo ser um sentimento dirigido a uma pessoa ou objeto que venha a constituir obstáculo à realização de um objetivo, um ideal, projeto ou desejo. No caso do objeto, podemos uma pedra em nosso caminho na qual damos um tropeção. É, já dizia Carlos Drumond de Andrade:“. . . tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra”. No caso da raiva dirigida a pessoas, podemos citar uma situação onde um pai, já atrasado para uma reunião importante, é solicitado pelo filho que o leve para o treino de futebol, porque sua bicicleta furou o pneu. O pai pode, de forma irracional, ser tomado pela raiva dirigida contra as pretensões inocentes do filho. E aí se pergunta: o que o seu filho tem a ver com esse sentimento? Pois bem essa é uma das características da raiva: energia deslocada do seu objeto original, de forma legítima, mas inconveniente, porque muitas vezes se atribui a pessoas pensamentos, intenções, que não tem nada a ver com essas pessoas. O pai sente raiva do filho porque atribui-lhe alguma intenção de atrapalhar seus planos de recuperar o tempo perdido. Como não consegue e nem conseguiria, mesmo que não houvesse o pedido do filho, o pai reage então em relação ao filho simplesmente, . . . sentindo raiva.
O obstáculo que faz aflorar o sentimento de raiva, acaba é paralisante porque soa como um problema complexo para o indivíduo e não como uma situação comum que exige providências. Pode estar relacionada a períodos de “stress” emocional e se torna mais intensa quanto mais imatura for a pessoa para enfrentar obstáculos na vida, embora nada aponte que há uma relação direta entre raiva e “stress” emocional em boa parte dos casos. A maneira com que cada um lida com a raiva é que vai diferenciar aquele que não se deixa dominar por esse sentimento, daquele que, tomado de raiva, vai até as últimas conseqüências explodindo-se em impulsos destrutivos contra pessoas, objetos ou contra si mesmo. (continua na parte II deste blog).
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